domingo, dezembro 30, 2007

Que me queres macia e graciosa, toda carinhosa, beijos, abraços sem ter fim?
Felino no cio que não culpa outro senão as suas vísceras remexidas e seus atos violentos, querer além da carne macia atravessando o meu ser, querer o ser dentro de outro.
Se me calo e sento, cabeça a milhão, coração que já nem sente, ou sente e morre de medo de deixar de ser o casulo de sempre, não seria eu mais eu do que nunca... sem enlaces cor de rosa, nem corações bordados na porta, eu como sempre o fui.
Entederia isso ou mais um sem-número de palavras que fluem como riachos, imagens difusas, sensações perdidas no vácuo.
Não o sou toda ternura e nunca serei enquanto for, obrigada por tentar
Afinal mais vale aquele que testa e faz pensar do que cordeiros amendrotados, que nem sequer entendem o relampeio das idéias que passam ao largo do rio, dia a dia, pisca e FUI

sábado, dezembro 29, 2007

Respiro...

Encostou num canto

Enxugou o pranto

Olhou pra cima e pediu, encantado com o suspiro que acabou de conquistar

numa fração de tempo que pareceu por os pés a levitar

Quero a pele dela na minha.
Seu cheiro tomando de assalto meus sentidos

E o sussurro hipnotizando, quase que rezando

Dizendo que assim estaremos chegando

Ao céu, juntos, nos olhando

Movendo-nos por entre as estrelas, pés flutuando, vento soprando, ao relento.

FSS

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Aquarela

O fim do dia tingiu o contorno dos prédios cinzas e um laranja lindo surgiu no horizonte
Degradê de verde, azul e rosa terminava no preto infinito da silhueta da cidade, que parecia se preparar para ser embalada no negro profundo que teimava em cobrir todas as cores!
A lua cheia emanava uma luz quente e convidativa aos que circulavam pela rua morna ainda Trazendo a noite que se apresentava tão bela
Verdes olhos no retrovisor cantarolavam com alegria, após um encontro tão esperado e inusitado, tudo assim, ao mesmo tempo, antítese constante na vida...