Como amo seus olhos minha amiga e a chama radiante que nele dança,
Quando por um instante fugas eles se erguem e teu olhar voa célebre como um relâmpago no céu.
Como amo seus olhos minha amiga!
Mas há um encanto mais poderosos ainda quando eles estão voltados para o chão
No momento de um beijo apaixonado.
Quando brilha entre as pálpebras baixas a sombria...
A obscura chama do desejo.
Paulo Olivie
sexta-feira, julho 10, 2009
Perfeito para um dia cinza de chuva como hoje, saudades e melancolia:
"Ontem passei na galeria e comprei seu quadro de volta. Não era justo. Não é você que está naquela tela.
Não sei exatamente o que está errado, fiquei horas olhando para cada pedacinho do seu retrato e não te encontrei. Seus olhos estão lá, mas ao mesmo tempo não são seus olhos que eu vejo.
Seus braços estão e não estão lá. Seu corpo, as cores, tudo está certinho. Mas ainda não é você.
Acho que de tanto te ver parei de te olhar direito.
Agora que você está longe, me lembro de cada fio de cabelo, de cada brilho.
E de repente imagens suas aparecem no rosto de outras mulheres.
Foi ai que resolvi tirar seu quadro da galeria e refazê-lo sem você. Chamei outra modelo.
Vejo seus olhos pretos, inescrutáveis. Olhos de corvo. Aqueles olhos que de repente se abrem, infinitos, ou os olhos que transbordam toda a melancolia do mundo numa única lágrima, solta no tempo. Naquela boca, vejo a sua, pequena, um risquinho sumindo na palidez do seu rosto.
Vejo os dentes que rasgam o ar de tanto falar, ou os lábios que você puxa um pouquinho para o lado, quando está tentando mentir pra mim. Olhos para as mãos dela e só consigo ver as suas. Mãos leves, que dançam suspensas no ar, e que de repente ficam fortes, capazes de estrangular um passarinho sem que ele solte um gemido.
Olhos os cabelos dela e sei exatamente como são os seus.
Vejo o seu corpo no corpo dela. Vejo o seu jeito no jeito dela.
Olhando para ela, sinto sua falta, sinto sua ausência.
É como se a vida inteira eu estivesse ocupado em te esquecer.
E agora, conforme vou me lembrando, é que estou realmente conhecendo você.
O outono está chegando. Vou deixar a porta aberta para quando você resolver voltar."
Paulo Olivier
"Ontem passei na galeria e comprei seu quadro de volta. Não era justo. Não é você que está naquela tela.
Não sei exatamente o que está errado, fiquei horas olhando para cada pedacinho do seu retrato e não te encontrei. Seus olhos estão lá, mas ao mesmo tempo não são seus olhos que eu vejo.
Seus braços estão e não estão lá. Seu corpo, as cores, tudo está certinho. Mas ainda não é você.
Acho que de tanto te ver parei de te olhar direito.
Agora que você está longe, me lembro de cada fio de cabelo, de cada brilho.
E de repente imagens suas aparecem no rosto de outras mulheres.
Foi ai que resolvi tirar seu quadro da galeria e refazê-lo sem você. Chamei outra modelo.
Vejo seus olhos pretos, inescrutáveis. Olhos de corvo. Aqueles olhos que de repente se abrem, infinitos, ou os olhos que transbordam toda a melancolia do mundo numa única lágrima, solta no tempo. Naquela boca, vejo a sua, pequena, um risquinho sumindo na palidez do seu rosto.
Vejo os dentes que rasgam o ar de tanto falar, ou os lábios que você puxa um pouquinho para o lado, quando está tentando mentir pra mim. Olhos para as mãos dela e só consigo ver as suas. Mãos leves, que dançam suspensas no ar, e que de repente ficam fortes, capazes de estrangular um passarinho sem que ele solte um gemido.
Olhos os cabelos dela e sei exatamente como são os seus.
Vejo o seu corpo no corpo dela. Vejo o seu jeito no jeito dela.
Olhando para ela, sinto sua falta, sinto sua ausência.
É como se a vida inteira eu estivesse ocupado em te esquecer.
E agora, conforme vou me lembrando, é que estou realmente conhecendo você.
O outono está chegando. Vou deixar a porta aberta para quando você resolver voltar."
Paulo Olivier
quinta-feira, maio 14, 2009
Couldn´t write my blues in another language than English...
White tears in silence
A gasp squeezed in the troath
Wanna breath and the air can´t enter
The feeling of never getting enough
Of life, you, or anything else
At the same time guilt for being there
Standing in silence
Should I shout?
Should I cry?
Endless thoughts inside my head
That keep spinning and spinning till I just can´t think anymore
That´s time to sleep
So long for now…
White tears in silence
A gasp squeezed in the troath
Wanna breath and the air can´t enter
The feeling of never getting enough
Of life, you, or anything else
At the same time guilt for being there
Standing in silence
Should I shout?
Should I cry?
Endless thoughts inside my head
That keep spinning and spinning till I just can´t think anymore
That´s time to sleep
So long for now…
Assinar:
Postagens (Atom)