segunda-feira, junho 13, 2005


e criou-se a Coca-cola...

quinta-feira, junho 09, 2005

Eclipse da Razão

Sofremos de tempos em tempos
Efeitos da eclipse da razão
Mentes exauridas e
Corpos confusos se procuram
Sem saber ao certo
Porquê
Atração gravitacional
E não sai da minha órbita
Os corpos se esbarram
E a culpa depois
Esse amor que não caberia nessa ínfima existência
É carnal, ideológico e fraternal ao mesmo tempo
Sempre os três
E o querer sem poder querer
É ilógico, apenas é
Queria escrever sobre o mundo como você, mas escrevo só o que me é tão íntimo e me corrói as entranhas...

sexta-feira, junho 03, 2005

Só ela prá me fazer parar e escrever
Só eu prá fazer sofrer sem precisar
Só você para abrir meus olhos dessa cegueira
E o que faço? Te quero e não me quer
Não porque fiz não querer...
Mas decubro que não é assim tão ingênuo quanto aparenta ser
Ou é
Eu por minha vez não fiz nada de mais
Mas menti
Por que mentir? Tão inútil como irritante
Perder a confiança na palavra minha
Logo minha palavra, algo só meu, que ninguém controla
Não durmo direito
Não como direito
Só pensando em minhas palavras tão sórdidas
E nas suas doces que me enchiam os ouvidos e o peito
Não sei o que fazer
A não ser arrancar de mim esse sofrimento
Coração partido, alma em frangalhos
Atos descabidos e retalhos
De algo que nasceu depressa e tomou conta da vida
Que levava tão orgulhosamente sozinha
Parece coisa de louco, ciclos e ciclos que se repetem, horas são eles, horas são elas...
Não sei de mais nada, cansei.
Lágrimas escorrem no rosto ainda pintado
Custam tanto a sair, tamanha a carapaça
Orgulho enrustido, dor que não passa
Carinho perdido a caminho de casa
Não era paixão que consome a carne
Suaves carícias, o dormir abraçado
As mãos que se buscam no escuro do quarto
A voz no ouvido, um beijo macio, sua mão no meu rosto
Tudo de bom que não dá valor, mas faz falta
Mais do que o ar que me enche agora os pulmões