Não sei a autoria desse texto, mas faço minhas estas palavras tão sábias. Para todos os meus amigos que eu amo mais que tudo:
Meus amigos
são todos assim...
metade loucura,
metade santidade.
Escolho-os não pela pele,
mas pela pupila....
Tem que ter brilho questionador
e tonalidade inquietante.
Fico com aqueles
que fazem de mim
“louco” e “santo”.
Deles não quero resposta,
quero meu avesso.
Que me tragam
dúvidas e angústias
e agüentem
o que há de pior em mim.
Coisa de louco...
Louco que senta,
horas e horas,
de conversa ou de silêncio
e espera a chegada
da lua cheia...
Quero-os santos,
para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos
pela cara lavada
e pela alma exposta.
Não quero risos previsíveis,
nem choros piedosos.
Não quero deles só o ombro ou o colo,
quero também sua maior alegria...
Amigo que não ri junto,
não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim:
metade bobeira,
metade seriedade.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem. Mas lutam para que a fantasia
não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto...
E velhos, para que
nunca tenham pressa.
Preciso deles para saber quem eu sou, pois os vendo loucos e santos,
bobos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei que a normalidade
é uma ilusão... estéril!
terça-feira, setembro 28, 2004
Frutos
Nunca pedi que me amasse
Não tão rápido
Amor assim não existe
a não ser na mente poética dos que sonham com um amor perfeito.
Essa semente é tímida
E muitas estações são necessárias para que brote
Aos poucos, se infiltrando na alma
E por fim faz parte do ser todo, como marca indelével
que levamos para o resto da vida.
Coleciono algumas dessas
Acumularei mais
De grão em grão
Colho os frutos que semeio
São doces
Macios e úmidos
Escorrem ao serem mordidos, liberando sumo perfumado
Se espalha pelo ar
Trazendo toda a paz da paixão transformada em afeto
Muitas vezes vêm entremeados por espinhos
Rasgam a pele
Dilaceram uma parte
Formam outra marca na existência
Agarrados aos espinhos, para alcançar o fruto
Rasgo-me quantas vezes for preciso
Só para viver os momentos doces
Saborear...
Todo o amor que existe
Não tão rápido
Amor assim não existe
a não ser na mente poética dos que sonham com um amor perfeito.
Essa semente é tímida
E muitas estações são necessárias para que brote
Aos poucos, se infiltrando na alma
E por fim faz parte do ser todo, como marca indelével
que levamos para o resto da vida.
Coleciono algumas dessas
Acumularei mais
De grão em grão
Colho os frutos que semeio
São doces
Macios e úmidos
Escorrem ao serem mordidos, liberando sumo perfumado
Se espalha pelo ar
Trazendo toda a paz da paixão transformada em afeto
Muitas vezes vêm entremeados por espinhos
Rasgam a pele
Dilaceram uma parte
Formam outra marca na existência
Agarrados aos espinhos, para alcançar o fruto
Rasgo-me quantas vezes for preciso
Só para viver os momentos doces
Saborear...
Todo o amor que existe
sexta-feira, setembro 24, 2004
quarta-feira, setembro 22, 2004
Como é rico o mundo dos pensamentos... de uma pessoa para outra, muda a visão, o jeito de expressar, escrever. Um simples assunto pode tomar diversas direções, dependendo de quem escreve. Parece-me que é essa heterogeneidade que torna a literatura e todas as outras artes uma incansável fonte de inspiração dos homens. Me inspiro ao ler o que as outras pessoas pensavam e sentiam sobre algo que passo agora, mesmo que tenha acontecido há milhares de anos.
Pensando nisso publico algumas palavras de um amigo poeta, meio enrustido, que não acredita muito na beleza das coisas que escreve. Que são tão belas justamente pelo seu olhar crú e realista das sensações...
Pensando nisso publico algumas palavras de um amigo poeta, meio enrustido, que não acredita muito na beleza das coisas que escreve. Que são tão belas justamente pelo seu olhar crú e realista das sensações...
Ainda
da sua mente ao papel...
"Um homem, cansado, respira profundamente. Ao inspirar, percebe não apenas o ar, poluído, preenchendo seus pulmões. Nota, perplexo, que todo o mundo está agora em seu interior. Incrédulo, põe-se a caminhar.
Sozinho, no vazio, sente-se inexplicavelmente revigorado.
Pára, olha em volta. Uma ânsia repentina toma-lhe o corpo: vomita o próprio coração.
Alguns poucos gramas de músculo e veias e sangue palpitam no chão, bem diante de seus olhos. Toca o peito procurando entender como ainda permanece vivo.
Sem respostas, vagueia por seu novo domínio despreocupado se em algum momento cairá morto. Ainda está bem, mesmo não tendo um coração para pulsar seu sangue quente.
Inusitado o fato de não mais haver coisas e pessoas e lugares. Inconformado e um tanto incomodado tenta, em vão, vomitar algo palpável. Acredita que assim ficará mais confortável.
Percebe, surpreso, que sua incessante busca pelo silêncio terminara. Na verdade, sente que o silêncio o escolhera. Sente-se afortunado.
Escuta, sem pensar no tempo, o som do vácuo, por um longo tempo. Espera. Permanece mudo e imóvel... Desespera-se, precisa ouvir algum som.
Pensa em gritar, mas não o faz. O medo de não ouvir a própria voz lhe cala a alma.
Acalma-se. Respira fundo mais uma vez. O fato de não haver cheiro algum não causa espanto algum.
Não cheira, não fala, não ouve. Acostuma-se com a idéia.
Olha para as mãos, percorre os olhos pelo corpo. Constata que ainda está, ainda é. Apalpa-se e fica confuso ao tentar interpretar aquela não-sensação. Sabe que está lá, pode ver-se, mas não sente nada. Olha para os lados na inútil esperança de encontrar algo para testar seu tato. Lembra-se de que não há mais lados.
Olha pra baixo. Agacha-se tentando tocar o chão: não há chão. Vê-se flutuando no nada. Se não tivesse pensado no chão, talvez ainda o estivesse pisando.
Habitua-se à nova situação e relaxa, voa pelo não-lugar.
Por não haver fim, não sentir vento no rosto, não escutar zunido algum aos ouvidos, repara que na verdade não está em movimento. Está parado no nada.
Fecha os olhos e tenta imaginar o mundo como conhecia. Talvez seja tudo apenas uma questão de imaginação.
Não consegue mais abri-los: até a visão o abandonara.
Começa então a lembrar de sua vida. Pensa na infância, em como era bom despertar com o canto dos pássaros. Como gostava do tilintar das cordas do velho violão.
Todas as besteiras que disse e algumas pérolas que ficaram por dizer.
Pensa na fumaça do café. Não tomava café, mas o cheiro lhe dava um prazer enorme.
Lembra das mulheres com quem se deitou; todas, belas em suas peculiaridades. Os abraços carinhosos dos amigos também não foram esquecidos.
A noite sempre fora maravilhosa. Contemplava as estrelas e sempre que tentava entendê-las, fatigava-se. Aquela parede ficaria melhor de verde.
Pensa um pouco no tempo, mas não por muito tempo.
Como será a vida a partir de agora, a vida vivida no nada?
Pensa na morte. Pára de pensar".
Duda Marques
"Um homem, cansado, respira profundamente. Ao inspirar, percebe não apenas o ar, poluído, preenchendo seus pulmões. Nota, perplexo, que todo o mundo está agora em seu interior. Incrédulo, põe-se a caminhar.
Sozinho, no vazio, sente-se inexplicavelmente revigorado.
Pára, olha em volta. Uma ânsia repentina toma-lhe o corpo: vomita o próprio coração.
Alguns poucos gramas de músculo e veias e sangue palpitam no chão, bem diante de seus olhos. Toca o peito procurando entender como ainda permanece vivo.
Sem respostas, vagueia por seu novo domínio despreocupado se em algum momento cairá morto. Ainda está bem, mesmo não tendo um coração para pulsar seu sangue quente.
Inusitado o fato de não mais haver coisas e pessoas e lugares. Inconformado e um tanto incomodado tenta, em vão, vomitar algo palpável. Acredita que assim ficará mais confortável.
Percebe, surpreso, que sua incessante busca pelo silêncio terminara. Na verdade, sente que o silêncio o escolhera. Sente-se afortunado.
Escuta, sem pensar no tempo, o som do vácuo, por um longo tempo. Espera. Permanece mudo e imóvel... Desespera-se, precisa ouvir algum som.
Pensa em gritar, mas não o faz. O medo de não ouvir a própria voz lhe cala a alma.
Acalma-se. Respira fundo mais uma vez. O fato de não haver cheiro algum não causa espanto algum.
Não cheira, não fala, não ouve. Acostuma-se com a idéia.
Olha para as mãos, percorre os olhos pelo corpo. Constata que ainda está, ainda é. Apalpa-se e fica confuso ao tentar interpretar aquela não-sensação. Sabe que está lá, pode ver-se, mas não sente nada. Olha para os lados na inútil esperança de encontrar algo para testar seu tato. Lembra-se de que não há mais lados.
Olha pra baixo. Agacha-se tentando tocar o chão: não há chão. Vê-se flutuando no nada. Se não tivesse pensado no chão, talvez ainda o estivesse pisando.
Habitua-se à nova situação e relaxa, voa pelo não-lugar.
Por não haver fim, não sentir vento no rosto, não escutar zunido algum aos ouvidos, repara que na verdade não está em movimento. Está parado no nada.
Fecha os olhos e tenta imaginar o mundo como conhecia. Talvez seja tudo apenas uma questão de imaginação.
Não consegue mais abri-los: até a visão o abandonara.
Começa então a lembrar de sua vida. Pensa na infância, em como era bom despertar com o canto dos pássaros. Como gostava do tilintar das cordas do velho violão.
Todas as besteiras que disse e algumas pérolas que ficaram por dizer.
Pensa na fumaça do café. Não tomava café, mas o cheiro lhe dava um prazer enorme.
Lembra das mulheres com quem se deitou; todas, belas em suas peculiaridades. Os abraços carinhosos dos amigos também não foram esquecidos.
A noite sempre fora maravilhosa. Contemplava as estrelas e sempre que tentava entendê-las, fatigava-se. Aquela parede ficaria melhor de verde.
Pensa um pouco no tempo, mas não por muito tempo.
Como será a vida a partir de agora, a vida vivida no nada?
Pensa na morte. Pára de pensar".
Duda Marques
Palavras
"Palavras escritas são palavras no vento; o papel pode ser apagado, queimado, impresso.
Palavras ouvidas são esquecidas.
Sentidas, as palavras marcam. Mas ainda sim, são ouvidas.
Palavras lidas são contundentes; mostram e divulgam e refletem.
Palavras engolidas dão nojo!
O vômito, o espasmo; a ânsia.
Pintores exprimem o que vêem.
Músicos, dizem o que ouvem.
Artistas interpretam o que sentem.
Loucos, escancaram aquilo que provam.
Poetas imaginam que imaginam.
O vômito, o espasmo; a ânsia!"
Duda Marques
Palavras ouvidas são esquecidas.
Sentidas, as palavras marcam. Mas ainda sim, são ouvidas.
Palavras lidas são contundentes; mostram e divulgam e refletem.
Palavras engolidas dão nojo!
O vômito, o espasmo; a ânsia.
Pintores exprimem o que vêem.
Músicos, dizem o que ouvem.
Artistas interpretam o que sentem.
Loucos, escancaram aquilo que provam.
Poetas imaginam que imaginam.
O vômito, o espasmo; a ânsia!"
Duda Marques
segunda-feira, setembro 20, 2004
Lendo a um poema de um amigo, me veio como que instantaneamente um texto do Vinícius que eu sempre achei de uma sensibilidade marcante, compartilho com vocês:
Ausência
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Ausência
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
sexta-feira, setembro 17, 2004
As amoras doces
Coloriram o dia de alegria
Como crianças debruçadas em uma vareta
Pegando as frutinhas
Gargalhando
Que bobinhas...
Todos passam e olham impressionados
Alguns garis entram na dança
Nos ajudando a extrair da bondosa árvore
Os frutinhos maduros
Momentos de satisfação em meio ao expediente
Somos seres abençoados
Pela felicidade da vida
Coloriram o dia de alegria
Como crianças debruçadas em uma vareta
Pegando as frutinhas
Gargalhando
Que bobinhas...
Todos passam e olham impressionados
Alguns garis entram na dança
Nos ajudando a extrair da bondosa árvore
Os frutinhos maduros
Momentos de satisfação em meio ao expediente
Somos seres abençoados
Pela felicidade da vida
quinta-feira, setembro 16, 2004
Desabafo
Lágrimas de ódio
Há tempos reprimidas
Explodem em choro contido
Permeado pelo mundo das aparências
Um vazio que embrulha o estômago
Me tira o fôlego e me faz perder a paz que reinava
até o momento no meu dia
Ódio visceral
Irracional
Assim como meu cinismo e sua arrogância
Erramos, mal colocadas foram as palavras
E você encherga? Nada!
Nunca há erro na sua vida não é?
Pois bem, tranque-se em sua vida amarga
Ao longo desta estrada, há de cair muito até aprender
Não sou eu quem vou lhe fazer mudar
Só você é quem pode
Te amo muito, mas não sei mais como fazer
Desgastada e exausta, jogo a toalha
Cuide-se bem querida amiga
Adeus
Há tempos reprimidas
Explodem em choro contido
Permeado pelo mundo das aparências
Um vazio que embrulha o estômago
Me tira o fôlego e me faz perder a paz que reinava
até o momento no meu dia
Ódio visceral
Irracional
Assim como meu cinismo e sua arrogância
Erramos, mal colocadas foram as palavras
E você encherga? Nada!
Nunca há erro na sua vida não é?
Pois bem, tranque-se em sua vida amarga
Ao longo desta estrada, há de cair muito até aprender
Não sou eu quem vou lhe fazer mudar
Só você é quem pode
Te amo muito, mas não sei mais como fazer
Desgastada e exausta, jogo a toalha
Cuide-se bem querida amiga
Adeus
quarta-feira, setembro 15, 2004
Comigo
Em homenagem ao Samuca e sua paixão desenfreada, que ela seja eterna enquanto dure!!
"você vai comigo aonde eu for
você vai bem se vem comigo
serei teu amigo e teu bem
fica bem mais fica só comigo
quando o sol se vai a lua amarela
fica colada no céu cheio de estrela
se essa lua fosse minha
ninguém chegava perto dela
a não ser eu e você
ah eu pagava pra ver
nós dois no cavalo de ogum
nós juntos parecendo um
na lua na rua na nasa em casa
brasa da boca de um dragão
na lua na rua na nasa em casa
brasa da boca de um dragão
na lua na rua na nasa em casa"
"você vai comigo aonde eu for
você vai bem se vem comigo
serei teu amigo e teu bem
fica bem mais fica só comigo
quando o sol se vai a lua amarela
fica colada no céu cheio de estrela
se essa lua fosse minha
ninguém chegava perto dela
a não ser eu e você
ah eu pagava pra ver
nós dois no cavalo de ogum
nós juntos parecendo um
na lua na rua na nasa em casa
brasa da boca de um dragão
na lua na rua na nasa em casa
brasa da boca de um dragão
na lua na rua na nasa em casa"
terça-feira, setembro 14, 2004
quinta-feira, setembro 09, 2004
Fantasma sombrio
Em noite quente
Vulto de gente
Efêmero como um suspiro
Falso calor, não passa de corrente
Livre, solto, nada prende
Na noite enluarada reina absoluto
O espectro do presente
Noite cálida, corpo gélido
Nas unhas gastas a cor de sangue tinge o branco
Luz amarela, ao bater nas coxas, revela toda a vontade que arde no fundo
Respirando como quem se banha em sensualidade
O suor lhe escorre...
Em noite quente
Vulto de gente
Efêmero como um suspiro
Falso calor, não passa de corrente
Livre, solto, nada prende
Na noite enluarada reina absoluto
O espectro do presente
Noite cálida, corpo gélido
Nas unhas gastas a cor de sangue tinge o branco
Luz amarela, ao bater nas coxas, revela toda a vontade que arde no fundo
Respirando como quem se banha em sensualidade
O suor lhe escorre...
quarta-feira, setembro 08, 2004
Carrossel
A coisa mais impressionante que existe são os olhos dos cavalos de carrossel, olhos que parecem estar gritando "avante!" - enquanto eles, nos altibaixos do galope, jamais podem sair do mesmo círculo.
Deviam ser assim, igualmente estranhos, os olhos dos primeiros poetas que apareceram entre os homens, porque olhavam através deles e para além deles.
Já ouvi dizer que as trtibos primitivas vazavam os olhos dos poetas... também deviam ser assim os olhos dos profetas, porque a sua luz não era desse mundo. E aos homens assustava-os a beleza e a verdade.
Ah, meus pobres cavalinhos de pau que acabo de encontrar parados no parque deserto... será que fiz um comício? Não há de ser nada...
Em todo o caso, do modo como falei, dir-se-ia que a beleza e a verdade são as duas faces da mesma moeda.
Nada disso: elas são a mesma moeda.
Tanto assim que, quando o sábio joga cara ou coroa, encontra a beleza e, quando o poeta joga cara ou coroa, encontra a verdade.
Mario Quintana
Deviam ser assim, igualmente estranhos, os olhos dos primeiros poetas que apareceram entre os homens, porque olhavam através deles e para além deles.
Já ouvi dizer que as trtibos primitivas vazavam os olhos dos poetas... também deviam ser assim os olhos dos profetas, porque a sua luz não era desse mundo. E aos homens assustava-os a beleza e a verdade.
Ah, meus pobres cavalinhos de pau que acabo de encontrar parados no parque deserto... será que fiz um comício? Não há de ser nada...
Em todo o caso, do modo como falei, dir-se-ia que a beleza e a verdade são as duas faces da mesma moeda.
Nada disso: elas são a mesma moeda.
Tanto assim que, quando o sábio joga cara ou coroa, encontra a beleza e, quando o poeta joga cara ou coroa, encontra a verdade.
Mario Quintana
sexta-feira, setembro 03, 2004
Entre um café e outro, hoje essenciais à minha sobrevivência,
me distraio escrevendopara curar um pouco do tédio gerado por uma sexta-feira pré 07 de Setembro
Mais uma vez foi impossível lhe negar um beijo...
Perdi-me em seus lábios carnudos como em meio à matéria quente e agradável ao toque.
Dentro de mim uma vontade louca fez querer entregar por inteiro, corpo, alma e mente.
Você não quer, mas mesmo assim te dou. Um pedacinho de meus pensamentos.
E sou feliz por alguns instantes ao seu lado.
Hoje também o sou, começando a aprender esse jeito maluco de dizer que se importa...
meio menino-homem que deixa vontade sempre.
Vontade de ter perto, as vezes de esganar, as vezes de cuidar
Amigo antes de tudo, querido e sincero
Do calor dos verdadeiros amigos nasceu um riso gostoso,
veio completar nossa noite entre pessoas queridas.
Dançando sem preocupações, desavergonhados e livres
Como crianças, inventamos passos e relembramos antigos estilos
Pulando, leves e felizes
Somos mais uma vez plenos em nossa coletividade
Sem a pressão de nossas relações profissionais
não há conflito
Somos um trio alegre
Sempre
Os trabalhadores da noite.
me distraio escrevendopara curar um pouco do tédio gerado por uma sexta-feira pré 07 de Setembro
Mais uma vez foi impossível lhe negar um beijo...
Perdi-me em seus lábios carnudos como em meio à matéria quente e agradável ao toque.
Dentro de mim uma vontade louca fez querer entregar por inteiro, corpo, alma e mente.
Você não quer, mas mesmo assim te dou. Um pedacinho de meus pensamentos.
E sou feliz por alguns instantes ao seu lado.
Hoje também o sou, começando a aprender esse jeito maluco de dizer que se importa...
meio menino-homem que deixa vontade sempre.
Vontade de ter perto, as vezes de esganar, as vezes de cuidar
Amigo antes de tudo, querido e sincero
Do calor dos verdadeiros amigos nasceu um riso gostoso,
veio completar nossa noite entre pessoas queridas.
Dançando sem preocupações, desavergonhados e livres
Como crianças, inventamos passos e relembramos antigos estilos
Pulando, leves e felizes
Somos mais uma vez plenos em nossa coletividade
Sem a pressão de nossas relações profissionais
não há conflito
Somos um trio alegre
Sempre
Os trabalhadores da noite.
quinta-feira, setembro 02, 2004
Quando penso que tudo está uma merda, que já conheço as pessoas e que a humanidade é totalmente previsível, alguém surpreende, mostrando-me uma faceta desconhecida.
É esse o tesão da minha vida: pessoas.
Seus pensamentos confusos e atitudes maravilhosamente imprevisíveis.
Como somos seres ricos, mutáveis e intricados!
Dou graças!!
Às pessoas que me cercam, mesmo as que não tive a oportunidade de conhecer, mas que prendem minha atenção ao passar...
aos amigos mais próximos que compartilham meus pensamentos mais íntimos e verdadeiros...
aos conhecidos que tentam decifrar-me...
Nós seres humanos devemos ser celebrados a cada dia, cada instante,
viva as relações interpessoais!
Às descobertas intrapessoais!
Nós realmente somos TUDO DE BOM!!!
É esse o tesão da minha vida: pessoas.
Seus pensamentos confusos e atitudes maravilhosamente imprevisíveis.
Como somos seres ricos, mutáveis e intricados!
Dou graças!!
Às pessoas que me cercam, mesmo as que não tive a oportunidade de conhecer, mas que prendem minha atenção ao passar...
aos amigos mais próximos que compartilham meus pensamentos mais íntimos e verdadeiros...
aos conhecidos que tentam decifrar-me...
Nós seres humanos devemos ser celebrados a cada dia, cada instante,
viva as relações interpessoais!
Às descobertas intrapessoais!
Nós realmente somos TUDO DE BOM!!!
quarta-feira, setembro 01, 2004
Nó Cego
É você a pessoa que deu
Um nó cego em meu peito
De apaixonado?
É você
O mascarado que me trancou
Nessa noite sem amor?
É você amigo?
É você o inimigo?
É você o perigo?
É você
É você a garra de fome
Que atormenta o presente?
É você que mente muito?
Que me engana?
Que me rouba
Da vida?
Pedro Osmar
Um nó cego em meu peito
De apaixonado?
É você
O mascarado que me trancou
Nessa noite sem amor?
É você amigo?
É você o inimigo?
É você o perigo?
É você
É você a garra de fome
Que atormenta o presente?
É você que mente muito?
Que me engana?
Que me rouba
Da vida?
Pedro Osmar
Tenho um grande amigo que é visto por muitos, mas conhecido por poucos...
o que é uma pena, pois vale a pena conhecer essa pessoa tão inteligente e sensível.
Essa poesia faz parte de sua coleção com muitas outras:
"Boca que passa da boca que beija,
ao resto de doce na colher na mesa,
e àvida vai ao copo d´água ,
que é fonte de vida da boca sedenta,
boca que afaga outra boca,
afoga seu dono, se dentro da água,
boca mastiga e engole,
se esquece do beijo quando se alimenta..."
Carlos Magno
o que é uma pena, pois vale a pena conhecer essa pessoa tão inteligente e sensível.
Essa poesia faz parte de sua coleção com muitas outras:
"Boca que passa da boca que beija,
ao resto de doce na colher na mesa,
e àvida vai ao copo d´água ,
que é fonte de vida da boca sedenta,
boca que afaga outra boca,
afoga seu dono, se dentro da água,
boca mastiga e engole,
se esquece do beijo quando se alimenta..."
Carlos Magno
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