sábado, outubro 30, 2004

Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer a outra, é bobagem...
Você só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores formas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia percebemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu se torna eternamente responsável por tudo aquilo que cativas..." Pequeno Príncipe
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas aí já é tarde demais...
Enfim... um dia descobrimos que apesar de vivermos quase um século esse tempo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijar todas as bocas que nos atraem, para dizer tudo o que tem que ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma explicação.
Mario Quintana

quarta-feira, outubro 27, 2004

Brincadeira de rimar (ou meu exercício criativo diário)

Por que me procura menino arredio?
Não sabe se vem ou se deixa o vazio
Da sua presença que tanto esperei
No dia de ontem, que hoje não tem
Rimando a poesia me escapa do dedo
Parece que brota em meio ao sossego
Da vida agitada que corre a passar
Em frente aos meus olhos
Prá lá e prá cá
Não quero amargura de volta o sabor
Brincadeira animada a todo vapor
Rima ele aqui
O outro acolá
E quase me canso de tanto pensar
O ouro da vida que traz o valor
De sonho de ontem em meio ao calor

Mas não!
Nunca cansarei de brincar com os pensamentos e palavras que se encaixam na mente, formando tudo o que me der na telha.
Que tornam a experiência da vida VIVA!
Serei ser enquanto escrever
O que colore o pensamento, diariamente, num incessante fluxo de idéias.
Brote imaginação
Nasça a história
Atice a memória
Daqueles que lêem

segunda-feira, outubro 25, 2004

Das Leis Da Natureza

“Falar contra as mulheres...
Que ingenuidade a tua!
Dize-me, acaso queres
Ironizar as variações da lua?”
(Mario Quintana)

quarta-feira, outubro 20, 2004

LUA ADVERSA

Tenho fases, como a lua Fases de andar escondida, fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário que um astrólogo arbitrário inventou para meu uso.
E roda a melancolia seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia, o outro desapareceu...
(Cecília Meireles)

terça-feira, outubro 19, 2004

Quem morre?

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante. Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade.
Pablo Neruda

domingo, outubro 17, 2004

Essa redação foi feita em um processo seletivo, merece ser publicada pela criatividade e coragem desse candidato!

"Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo.
Já confundi sentimentos.
Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em arvore pra roubar fruta, já caí da escada.
Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.

E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:"- Qual sua experiência?".
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: "experiência...experiência..."Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência?
Não!!!
Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?"

quarta-feira, outubro 13, 2004

Meu olhar se mirando em teu olhar
Se eu pegar na mão, te beijarei
Não consigo mais de vontade de ficar
O que há entre eu e você é raro
É na falta de ar do teu olhar
que o sufoco crescerá eu sei.
Ora se sei!
Não encontro mais nada prá me segurar
Tudo poderá acontecer é claro!

domingo, outubro 10, 2004

Escreveram este poema em meu scrapbook, ainda não descobri se por engano ou não, mas ele é lindo e merece ser publicado...

“Erguendo-se ao fundo da fúria dos sete mares
Algo tenta a paz a chama-la para o inferno
Sempre há dias frios sobre todo e qualquer inverno
E até o gelo desse inverno nos trás inesquecíveis luares
Sob o ataque insandecido de cães selvagens
Canta um colibri com voz suave e toque terno
E o eco do seu cantar de tão belo parece eterno
E eterniza os que conseguem ouvir nesses lugares
E se essa paz do canto mais belo já ouvido
Não toca os corações de sentimentos perdidos
Do que não se enxerga e não se perde a teme-lo
Teme a si próprio a temer no caminho sutis erros
Feito os erros de caminhar com rumo sem sentido
A fingir que sentimentos vividos estão esquecidos”

sexta-feira, outubro 08, 2004

Mais um prá vc, mas esse é o último...

Da voz muda
Nasce o pensamento que não abandona
Sangue diluído em álcool, angústia e mágoa
Como ser tão tranquilo gera tanto conflito?
Basta o contato momentâneo

Onde está seu respeito?
Não faço mal algum
Quando parou para perguntar: está tudo bem?
Nunca
Que amigo é este então?
Não entendo sua natureza
Que medo é esse
Trauma passado, sei lá
Uma concha envolve tudo o que é verdadeiro, sensível ou honesto
Credo!!
Corre
depressa para longe de mim
Leva toda essa dor embora
Desaparece
Como faz tão bem...

quarta-feira, outubro 06, 2004

segunda-feira, outubro 04, 2004

Todo dia a insônia
Me convence que o céu
Faz tudo ficar infinito
E que a solidão
É pretensão de quem fica
Escondido, fazendo fita
Todo dia tem a hora da sessão coruja
Só entende quem namora
Agora vam'bora
Estamos, meu bem, por um triz
Pro dia nascer feliz
O mundo acordar
E a gente dormir
Pro dia nascer feliz
Essa é a vida que eu quis
Todo dia é dia
E tudo em nome do amor
Essa é a vida que eu quis
Procurando vaga
Uma hora aqui, outra ali
No vai-e-vem dos teus quadris
Nadando contra a corrente
Só pra exercitar
Todo o músculo que sente
Me dê de presente o teu bis
Pro dia nascer feliz

sábado, outubro 02, 2004

Sob os arcos de um velho aqueduto de um império extinto, reúnem-se para um Sabá as sacerdotisas e os guerreiros da Falange Canibal. Só se escapa de uma paixão bebendo-a até o fim: então, quem teve medo de deitar-se despido naquele altar dos sacrifícios, ou de subir sozinho naquele palco?

A curiosidade de saber
O que me prende? o que me paralisa?
Serão dois olhos negros como os teus
que me farão cruzar a divisa?
É como se eu fosse prum Vietnã
Lutar por algo que não será meu
A curiosidade de saber: quem é você?
Dois olhos negros...

Queria ter coragem de falar
mas qual seria o idioma?
Congelado em meu próprio frio
um pobre coração em chamas
É como se eu fosse um colegial
Diante da equação o quadro, o giz
A curiosidade do aprendiz
Diante de você...
Dois olhos negros...

O ocultismo, o vampirismo, o voodoo,
o ritual, a dança da chuva
A ponta do alfinete, o corpo nú
Os vários olhos da Medusa
É como se estivéssemos alí
Durante os séculos fazendo amor
É como se a vida terminasse alí
No fim do corredor
Dois olhos negros...

Lula Queiroga


Primavera!!

Por fim é chegada a primavera
Após o frio do inverno
De sofrimento e perda
Na vida sem esperança uma flor azul brotou
Trouxe o sol, perfume e cor
Voltando ao eixo depois do penar
O cinza se desfaz em luz
Num belo dia de primavera, ensolarado e fresco
Como só a estação colorida sabe ser
Aprendendo com as lições da vida
A dar valor
Ser perseverante
Acreditar no potencial
Escondido no interior
De um ser tão pequeno
E tão poderoso
Tem o poder de criar um universo dentro do útero
Nova vida
Que nasce a cada dia
Mil universos
Dentro de um orgão pequenino
Que consegue recriar momentos, inventar outros novos
Com o poder do pensamento

sexta-feira, outubro 01, 2004


Só para provar o quanto é linda... e sai muito bem nas fotos... (Setembro de 2004) Posted by Hello