Sob os arcos de um velho aqueduto de um império extinto, reúnem-se para um Sabá as sacerdotisas e os guerreiros da Falange Canibal. Só se escapa de uma paixão bebendo-a até o fim: então, quem teve medo de deitar-se despido naquele altar dos sacrifícios, ou de subir sozinho naquele palco?
A curiosidade de saber
O que me prende? o que me paralisa?
Serão dois olhos negros como os teus
que me farão cruzar a divisa?
É como se eu fosse prum Vietnã
Lutar por algo que não será meu
A curiosidade de saber: quem é você?
Dois olhos negros...
Queria ter coragem de falar
mas qual seria o idioma?
Congelado em meu próprio frio
um pobre coração em chamas
É como se eu fosse um colegial
Diante da equação o quadro, o giz
A curiosidade do aprendiz
Diante de você...
Dois olhos negros...
O ocultismo, o vampirismo, o voodoo,
o ritual, a dança da chuva
A ponta do alfinete, o corpo nú
Os vários olhos da Medusa
É como se estivéssemos alí
Durante os séculos fazendo amor
É como se a vida terminasse alí
No fim do corredor
Dois olhos negros...
Lula Queiroga
sábado, outubro 02, 2004
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