terça-feira, maio 31, 2005


Sem palavras... meu ídolo!

sábado, maio 14, 2005

Não ligue não, mas estou passando por uma fase visual, por isso meu blog está inundado de imagens...

Bad Date

quarta-feira, maio 11, 2005


não preciso comentar esse aí...

Tabacaria

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
A parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(e se soubessem quem é, o que saberia?)
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
para uma rua inacessível, a todos os pensamentos,
real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
com a morte por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
com o destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Fernando Pessoa

sábado, maio 07, 2005

Coisa de pele


Da minha querida Maria Fernanda Ferreira de pai e Filardi de mãe, inspirou-me no ato, lindo, maravilhoso, estupendo!!

quarta-feira, maio 04, 2005

Pirações na madruga...

Minha rima faço agora
Indo ao poucos, sem demora
Rindo a toa escrevo um verso
Antes que o dia ainda reverso
Me traga a luz que não queria
Ainda assim vazia
Ira dos deuses confesso
Rente ao chão trouxe modesto
Amor aos homens que não amam

Foi desse amor que não ama
Me livrei do seu que nunca amei
Amo agora o éter
Sem pele, sem cheiro, sem "eu"
Apenas uma música suave
Transcende ao papel, vai ao ar
Para depois jejuar
Do amor que enebria a alma
E não deixa pensar
Em nada que não seja amar
E voltou a realidade...

GRITA!

Que grite!
Que louca dessa mulher
Que grita! E gritaaaaaaaaaaa!!
Que raiva contida, temor reprimido
Que a fez esquecer
Que a vida se vive
Que isso faz adoecer
Que grito
Que nada!
Quero mais que se esvaia
Que se acabe de tanto brigar
Que sua voz se acabe
Que a corda se parta
Que a noite venha a calar
Que de gritar se chega longe?
Que de rimar se faz o monge?
Que não quero mais escalar
Que chega de GRITAR
Dormiu.

Cores e Quadros

Minha alma afogou-se na água dos seus olhos
Miragem úmida em meio ao deserto
Rodeado de verde por todos os lados
Bem ali fez florecer
Toda a cor que fiz esquecer

Mas que pinta em quadros
Infinita fonte de prazer
Raiando o dia ao seu lado
Preguiça que faz esquecer
Do gosto de boca, o afago
E o relógio chama o amanhecer
Adeus, por enquanto
Até pintar-me outro quadro