quarta-feira, maio 04, 2005

Pirações na madruga...

Minha rima faço agora
Indo ao poucos, sem demora
Rindo a toa escrevo um verso
Antes que o dia ainda reverso
Me traga a luz que não queria
Ainda assim vazia
Ira dos deuses confesso
Rente ao chão trouxe modesto
Amor aos homens que não amam

Foi desse amor que não ama
Me livrei do seu que nunca amei
Amo agora o éter
Sem pele, sem cheiro, sem "eu"
Apenas uma música suave
Transcende ao papel, vai ao ar
Para depois jejuar
Do amor que enebria a alma
E não deixa pensar
Em nada que não seja amar
E voltou a realidade...

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