segunda-feira, novembro 29, 2004

Do it

Mais uma vez, faço minhas as palavras desse maravilhoso compositor... chega de reclamar das coisas e continuar passivo à vida...

Tá cansada? Senta.
Se acredita? Tenta.
Se tá frio? Esquenta.
Se tá fora? Entra.
Se pediu? Agüenta.
Se sujou? Cai fora.
Se dá pé? Namora.
Tá doendo? Chora.
Tá caindo? Escora.
Não tá bom? Melhora.
Se aperta? Grite.
Se tá chato? Agite.
Se não tem? Credite.
Se foi falta? Apite.
Se não é? Imite.
Se é do mato? Amanse.
Trabalhou? Descanse.
Se tem festa? Dance.
Se tá longe? Alcance.
Use tua chance.
Se tá puto? Quebre.
Tá feliz? Requebre.
Se venceu? Celebre.
Se tá velho? Alquebre.
E corra atrás da lebre.
Se perdeu? Procure.
Se é seu? Segure.
Se tá mal? Se cure.
Se é verdade? Jure.
Quer saber? Apure.
Se sobrou? Congele.
Se não vai? Cancele.
Se é inocente? Apele.
Escravo? Se rebele.
Nunca se atropele.
Se escreveu? Remeta.
Engrossou? Se meta.
Quer dever? Prometa.
Pra moldar? Derreta.
E não se submeta.

Lenine/Ivan Santos

sexta-feira, novembro 26, 2004

um coração que sente tudo o tempo inteiro, se perde de tanto sentir
confuso como pode ser, ter tudo e nada ao mesmo tempo
sofrendo com cada ação, vibrando com uma frase solta no ar
Vive sem saber quem ama de verdade, se ele ou o outro
ou aquele de antes
ou o que virá depois
Num emaranhado de gostar, vai se embolando em palavras doces,
proferidas sem o mínimo senso... machuca quem está em volta...
assim como já foi magoado
Coração danado prega cada peça
Brinca de querer-te
De não querer
Cada hora aponta para um bem, escolhe o menos provável
para sua amiga razão
Sei lá o que te dá
Ou o que me dá, não?
Se é meu, só meu...

terça-feira, novembro 23, 2004

As 3 Mulheres

Reflexo de sol na cadeira branca, com uma pontinha de verde ao redor
olhos chineses me encaram do alto da sacada
e um gato pula sorrateiro por entre as barras da porta
De azul o céu colorido em plena semana de labuta
Que faz sonhar às três mulheres que fingem trabalhar
Mas na verdade mentes que habitam outros lugares
Distantes, diferentes, mas comuns às três
Conectadas por um emprego e ligadas pela empatia que nasceu com o tempo passado lado a lado
Mesmo nos piores dias enfrentados
Com alegria e determinação vão tocando a diante
Suas vidas e destinos
As três mulheres
À nossa vagabundagem de cada dia, transformada aqui em poesia...
A verdade sem o amor é brutalidade. O amor sem a verdade é hipocrisia. - Jorge MacDonald

segunda-feira, novembro 22, 2004

No calor de um corpo que dança
Bate um coração que tenta a todo custo não ceder
Ao embalo dos braços que lhe guiam com vigor e graça
Pelo palco da vida
Dois em forma de um, unidos pela melodia suave da música
Tocando ao fundo como guia
Para os movimentos em harmonia
Do casal que rodopia no salão, sem se importar com os olhares curiosos e atentos
Dos aprendizes da arte
Da sinergia de dois corpos em um.

sexta-feira, novembro 19, 2004

Comecei a escrever uma historinha sobre uma personagem que acabei inventar, vamos brincar um pouco de Deus:

Rose é uma mulher que sonha com o dia em que será perfeita.
Ontem comprou um vestido novo e toda perfumada foi ao encontro de João, pelo qual se apaixonara na 3º série. Se conheciam há tanto tempo e mesmo assim não tinham intimidade alguma...
Ao encontrar com ele, um leve formigamento percorreu a espinha, deixando-lhe as pernas bambas e um leve rubor no rosto. Conversaram sobre o tempo, como se fossem estranhos, receando o que estava por vir.
Foram ao cinema ver um filme sobre um casal que havia perdido a fé no amor e estava prestes a se separar... Rose só pensava na mão de João que lhe roçava de leve o braço, o coração batia forte, esperando por um toque em suas mãos úmidas de tanto esperar.
João pensava apenas no que jantaria ao sair dalí, não gostava de filme romântico...
Ao final do filme, João pegou nas mãos de Rose, quase que sem perceber, conduzindo-a para fora da sala de cinema. Rose mal podia segurar a emoção de ser vista de mãos dadas com seu príncipe, uma cena que havia fantasiado inúmeras vezes nas suas noites insones.




quinta-feira, novembro 18, 2004

ô cidadezinha de paradoxos essa aqui....

sexta-feira, novembro 12, 2004

Azul

Carinho desse igual ao seu fazia tempo... e de quem menos esperava veio um aconchego gostoso, vontade de ficar lá até hoje... mas não podia não. Tudo bem, se somos zen, sem pressa tudo se tem. E está tudo aqui mesmo, só precisa descobrir, como diria meu querido amigo yogue.
Hoje o mundo se abriu em um sorriso azul, morninho, que doura a pele e esquenta os ânimos para uma folguinha prolongada e muito bem-vinda.
Uhuuuu como é bom parar de dar murro em ponta de faca de vez em quando!! Quero ver até quando consigo me aguentar assim, na santa paz...
Minha calmaria vai muito bem obrigada...
Sinto apenas falta de alguns amigos que deixei de procurar por um tempo, no qual não tinha condições de ser amiga, só me concentrando no futuro, acabei esquecendo do presente e não curti meus queridos como sempre. Me perdoem, mas voltando aos poucos estou, livre e realizada, estou soltando as amarras devagarinho...
Voar? Daqui a pouco, por enquanto na preparação, praticando um pouco aqui, um pouco ali


segunda-feira, novembro 08, 2004

Do alto da torre vislumbro o incerto
Do destino, da vida que passa
Uma dor me aperta o peito
Da pressão de ontem que me testou como nunca
O medo de não ser capaz
espalhando-se por todas a células do corpo dormente
incerteza do caminho que me levaria de volta
ao brilho que um dia despontou no olhar
Ao descobrir-me pela primeira vez apaixonada pelas panelas
A inquietação latente
Não me abandona
O cérebro pensa, pensa, pensa
No que é o certo, mas que ao mesmo tempo não faz sentido
Ao meu instinto
Que leva pro outro extremo
Numa luta infinita
Gostei de ser sombria
Diferente dos outros
Divertindo-me com as sensações que isto traz
Um mergulho no infinito
Estranho, mas novo
Busco o não medíocre
A exceção de tudo
Me erro, de propósito
Aceitei finalmente a condição eterna de não ser como todos
E sim eu mesma.
Sittin' thinkin' sinkin' drinkin'
Wondering what I'd do when I'm through tonight
Smoking moping, maybe just hopin'
Some little girl will pass on by
Don't wanna be alone but I love my girl at home
I remember what she said
She said, "My, my, my don't tell lies, keep fidelity in your head
My my my, don't tell lies.
When you're done you should go to bed
Don't say hi, like a spider to a fly
Jump right ahead and you're dead"

segunda-feira, novembro 01, 2004

Como Posso?!

Como tabular 300 questionários se o que quero é escrever?!
Como?!
Se posso ter um mundo de idéias, soltas, leves e livres
Me ater a uma planilha, tão fria e contida
Cada vez mais percebo que não pertenço a este mundo
Das idéias formatadas
Essa menina imaginativa, que sonha acordada com palavras soltas no ar
Que aos poucos ocupam minha mente de tal maneira
Que não cabe uma única célula do excel para contar história!
Alguém pode me contar o caminho
Por que o meu é mais incerto hoje do que já foi algum dia
Sempre terei esse lado me cutucando
Não adianta tentar esconde-lo
No fundinho do consciente
O mundo corporativo que me perdoe
Mas hoje não o quero na minha vida
Eu sei, tú és meu ganha-pão
Mas hoje NÃO!