segunda-feira, novembro 08, 2004

Do alto da torre vislumbro o incerto
Do destino, da vida que passa
Uma dor me aperta o peito
Da pressão de ontem que me testou como nunca
O medo de não ser capaz
espalhando-se por todas a células do corpo dormente
incerteza do caminho que me levaria de volta
ao brilho que um dia despontou no olhar
Ao descobrir-me pela primeira vez apaixonada pelas panelas
A inquietação latente
Não me abandona
O cérebro pensa, pensa, pensa
No que é o certo, mas que ao mesmo tempo não faz sentido
Ao meu instinto
Que leva pro outro extremo
Numa luta infinita
Gostei de ser sombria
Diferente dos outros
Divertindo-me com as sensações que isto traz
Um mergulho no infinito
Estranho, mas novo
Busco o não medíocre
A exceção de tudo
Me erro, de propósito
Aceitei finalmente a condição eterna de não ser como todos
E sim eu mesma.

Nenhum comentário: