sexta-feira, maio 04, 2007

Marés

Escrevo um misto de marés que me embrulham o estômago e, ao redor, diversos lápis de cor me puxam à tona.
É um vazio cheio de ruídos. Sujos e barulhentos, cheiram à esgoto.
A lua branca e sensual faz a noite bela. Tão pálida e fria quanto o sou agora.
Desprovidos de superficiais sentimentos banais... e o sarcasmo volta aos dentes escancarados, brancos, latente pulso ao ritmo de facadas em série, afundo a mente em entranhas.
De volta ao turvo - curvo - escuro da mente - que sente.
Avessa à razão.
Do pranto ao vão que se abre entre as coxas carnudas da poetisa que rasga com as letras a minha discrição de menina dissimulada e arredia.
Depois o telefone ajuda a jogar a última pá de terra no defunto, que para ressuscitar precisa muito!
Reza brava, oferendas e um charuto... Flores na alma, um espelho e... Ser astuto.
Menos se imagina e acabou-se o luto, durou a eternidade de um segundo e a liberdade será gozada com coroas de louro ao redor dos longos cabelos ruivos. Goza!

Um comentário:

Duda Marques disse...

oxalá que chova