sexta-feira, setembro 24, 2004

Medusa
Dos olhos de serpente
Lhe fez um coração de pedra

Escarro-te
Jogo fora de meu sangue seus pedregulhos
Que me endureciam a alma
Contrario cada célula do meu corpo
A clamar pelo seu
Desafio meu desejo
Já não me dominas

Rio ao espelho
Hoje sou ironia pura

2 comentários:

Anônimo disse...

poesia que mata é aquela que faz viver um mundo de imagens em meu corpo. Dize-me como sou, cada vez mais ardente em minha existencia partilhada, de medusa incorporada num ser multiplo de tempos internos jorrando na bolha de mundo que me envolve como um pássaro imigrante, sempre a procura de uma nova flor a ser polinizada por lábios murmurantes...

Maíra** disse...

Um certo pássaro me perguntou por vc na noite quente de ontem...